Por Diego Callegary
No futebol atual muitos trabalhos são mensurados pela eficácia e não pela eficiência dos seus métodos. O mercado de treinadores dentro da realidade brasileira está cada vez mais atento ao profissional pela sua capacidade de resultado imediato, do que efetivamente pela execução de um projeto de desenvolvimento técnico e tático.
O atlético versão 2019, dirigido por Levir Culpi, é o retrato desse pensamento. O atual trabalho do técnico campeão da Copa do Brasil em 2014 e vice do Brasileirão em 2015, não mostra o repertório de adrenalina que o torcedor atleticano esperava com seu retorno.
O futebol burocrático e pouco vistoso tomou conta do futebol brasileiro nos últimos anos. O Galo, por sua vez, se mostrou contrário ao cenário que se desenhava e montou equipes competitivas que buscavam explorar muito a força ofensiva do ataque e deixava algumas vezes a defesa exposta. Com esse estilo de jogo ganhando força com conquistas de alguns técnicos que adotaram o “futebol de resultado”, buscou-se durante as gestões administrativas do clube treinadores com esse perfil, mas como sabemos não obtivemos êxito na tentativa de retomar o caminho das conquistas.
Voltou-se a pensar no estilo agressivo de jogo, trazendo novamente o técnico Levir Culpi na esperança de que as glórias voltariam junto com ele, algo que até o momento não ocorreu. O time não consegue desempenhar o estilo denominado “Galo Doido”, e ao mesmo tempo não é eficaz na execução do estilo burocrático, deste modo, fica difícil definir qual é o perfil do time e qual a expectativa de futuro do clube e seu treinador.
Algumas decisões na escolha das peças dentro do time titular têm gerado muita polêmica também. A escolha por jogadores tecnicamente ruins e outros sem espaço ao modelo de jogo adotado simplifica a personalidade difusa do clube sob a batuta do atual comandante. Por fim, a pergunta que se deve fazer é: por que não se consegue adotar um modelo e seguir uma linha de ideia dentro do departamento de futebol do Clube Atlético Mineiro?
Alguns culpam a impaciência da torcida, outros as gestões confusas e desruptivas. A verdade é que o problema tem se tornado a cultura dentro do clube, na qual independente das influências, todo o trabalho tem um prazo de validade curto e cada troca é um estilo diferente a ser seguido.
Afinal, o que é realmente importante: vencer ou convencer? Reflitam.
