Foto: Flickr oficial do Atlético
Betinho Marques
12/11/2020 – 10h08
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Historicamente o Atlético faz jogos de superação em clássicos e, por vezes, esses jogos não fizeram a balança pesar em favor dos mineiros. O segredo está nos jogos que teoricamente não se espera deixar pontos para trás.
Separando o campeonato em praças avaliamos o rendimento do Atlético na seguinte geografia de jogos com clubes do:
– Rio de Janeiro (4)
– São Paulo (5)
– Nordeste (4)
– Sul (4)
– Centro-Oeste (2)
Por incrível que pareça, o desempenho contra os clubes do Rio de Janeiro foi dos mais altos, empatando com clubes do sul em 66,67%.
Uma derrota por ineficiência do ataque contra o Botafogo, jogo que o Galo finalizou 31 vezes e uma falha posicional da defesa contra o Internacional deixaram pontos para trás, mas mesmo assim o Atlético se deu bem nessas praças.
ADVERSÁRIOS CARIOCAS:
ADVERSÁRIOS DO SUL:
Nem mesmo contra os paulistas em cinco (5) embates o Galo teve um rendimento ruim. Foram 60% de aproveitamento em 15 pontos jogados. Santos e Palmeiras deram a bola ao alvinegro mineiro que não esteve eficiente nas oportunidades que construiu.
ADVERSÁRIOS PAULISTAS:
100% no Centro-Oeste
Na região central do país, os mineiros foram soberanos. Duas partidas e duas vitórias, amostra pequena, mas fez o seu papel, 100% na terra das duplas sertanejas.
ADVERSÁRIOS DO CENTRO-OESTE:
Galo mal no Nordeste
Com apenas 4 pontos ganhos em 4 jogos, o Atlético definitivamente não afinou seu jogo contra os “arretados” e esforçados clubes do Nordeste. Até mesmo quando venceu, o Galo fez uma partida ruim contra o Ceará e só venceu no fim da partida, sendo a única contra os “lampioninos”. Jogos desequilibrados com o Bahia do defensivo Mano Menezes e também com a boa zaga do Fortaleza montada por Rogério Ceni tiraram o fôlego do time de Sampaoli.
ADVERSÁRIOS DO NORDESTE:
Dos times que brigam na ponta da tabela, até a oitava posição o Galo venceu: Flamengo 2x, São Paulo e Grêmio. Foi derrotado por Inter, Palmeiras e Santos. Entretanto, este contexto é de busca alta e de trocas de pontos. O que fez o Atlético nesse primeiro turno não mais convicto na opinião pública e até passível de termos desconfiados de “cavalo paraguaio” foram jogos de confirmação, partidas que times campeões não podem deixar pontos para trás.
O Nordeste com clubes organizados recentemente, até do ponto de vista administrativo, tirou 8 pontos do atleticano e isso não estava nos planos. Há um turno para se corrigir rotas, mas é preciso fazer a leitura e confirmar as expectativas.
Clássicos inspiram, motivam, dividem ânimos, mas valem três pontos, os mesmos deixados para trás em dias e noites não tão felizes.
